Pequim acusa Dalai Lama de organizar protestos no Tibete, Líder espiritual tibetano nega acusações

Março 15, 2008

14.03.2008 – 21h00 Agências

Pequim acusou o líder espiritual tibetano de ter orquestrado as manifestações contra a administração chinesa, que hoje degeneraram em violência no centro de Lhasa, provocando pelo menos dois mortos.

“O governo da região autónoma do Tibete considera que existem provas suficientes de que a recente sabotagem em Lhasa foi organizada, premeditada e planeada pelos seguidores do Dalai”, noticiou a agência Xinhua, canal oficial do Governo chinês.

A agência, que cita as autoridades locais, adianta que os manifestantes “espancaram” pessoas, “destruíram, saquearam e incendiaram” lojas e edifícios públicos da capital tibetana, “perturbando a ordem pública e pondo em risco vidas humanas e bens”.

Um assessor do líder espiritual tibetano classificou já de “absolutamente sem fundamento e desprovidas de qualquer verdade” as acusações de Pequim, lembrando que esta não é a primeira vez que “este tipo de acusações são feitas”.

O Dalai Lama, Prémio Nobel da Paz em 1989 pela sua dedicação por meio pacíficos à causa tibetana, é considerado pela China como um líder político que procura a independência daquele território, há meio século sob administração chinesa.

As manifestações de hoje, que começaram por ser pacíficas, degeneraram em confrontos no centro de Lhasa, com os manifestantes a saquearam lojas e edifícios ligados à administração. A polícia reagiu, disparando balas reais contra os manifestantes.

Apesar do isolamento do território, fontes locais ouvidas por meios de comunicação pró-tibetanos no Ocidente, confirmam que pelo menos dois manifestantes foram mortos e dezenas de outros ficaram feridos nos incidentes, os mais graves dos últimos anos.

Há também registo de dezenas de detidos, entre eles vários monges budistas, que encabeçaram os protestos iniciados na segunda-feira, para assinalar o 49º aniversário das tropas chinesas no Tibete. Os soldados então enviados por Pequim esmagaram uma revolta contra a presença da China na região, na sequência da qual o Dalai Lama, líder religioso tibetano, partiu para o exílio na Índia.

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