PS quer proibir colocação de “piercings” na língua

Março 16, 2008

14.03.2008 – 14h07 Lusa

O PS entregou hoje no Parlamento um projecto de lei que regula o funcionamento dos estabelecimentos que fazem tatuagens e aplicam “piercings”, passando a ser proibida a sua aplicação na língua. Para os menores de 18 anos, o projecto estabelece a total proibição da aplicação de “piercings”, tatuagens e de maquilhagem permanente.

Na exposição de motivos do diploma, subscrito, entre outros, pelo deputado e líder do PS/Porto Renato Sampaio, lê-se que a adopção de um regime para a instalação e funcionamento dos estabelecimentos de colocação de “piercings” e tatuagens tem como principal objectivo a definição de um “quadro de referência de qualidade”, que constituirá “factor de protecção dos consumidores e de informação dos profissionais”.
Um “quadro de referência” que, é ainda referido, “seja proporcionador de mais segurança” para consumidores e profissionais.

Assim, e segundo o projecto de lei, apenas será permitida a aplicação de “piercings” e a realização de tatuagens em salões próprios para o efeito sendo, contudo, permitido furar as orelhas em ourivesarias e joalharias, bem como realizar maquilhagem permanente em institutos de estética, aplicando-se nesses casos o regime agora previsto.

No projecto de lei que hoje deu entrada na Assembleia da República são igualmente definidos os requisitos dos adornos a utilizar na fase de cicatrização da ferida causada pela aplicação dos “piercings” nomeadamente a obrigatoriedade de serem hipoalergénicos, assim como dos adornos a utilizar após a fase de cicatrização.

Por outro lado, o projecto de lei proíbe a aplicação dos mesmos na língua e no pavimento da cavidade oral, na proximidade de vasos sanguíneos, de nervos e de músculos e sobre quaisquer tipos de lesão cutânea.

Será também proibido aplicar “piercings” de prata e revestidos a ouro, e utilizar “pistolas de perfuração da orelha e da asa do nariz que não estejam higienizadas e equipadas com dispositivo descartável”.

Relativamente às tatuagens, o projecto de lei estabelece que as tintas a usar devem ser “estéreis”, sendo que as embalagens dos preparados de tintas devem estar devidamente rotuladas. “Nas actividades de tatuagens e de maquilhagem são apenas permitidas agulhas estéreis, de uso único e descartável”, é ainda referido.

Por último, passa ainda a ser obrigatório que o pessoal técnico informe o consumidor “previamente e por escrito”, sobre todos os procedimentos, natureza dos produtos a cujo contacto será submetido temporária ou permanentemente e possíveis consequências da realização de uma tatuagem ou colocação de “piercings”, “dando-lhe oportunidade para que possa reflectir acerca do assunto”.

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