Sindicatos de professores explicaram contestação a assessora de Cavaco Silva

Março 18, 2008

17.03.2008 – 21h03 Lusa

A plataforma que reúne todos os sindicatos de professores expôs hoje à Presidência da República os motivos da contestação vivida no sector, numa reunião centrada, sobretudo, no polémico diploma relativo ao processo de avaliação dos docentes. Solicitada pelos sindicatos na sequência da manifestação de 8 de Março, que reuniu em Lisboa cerca de 100 mil professores, a reunião decorreu hoje à tarde com a assessora do Presidente para a Educação, Susana Toscano, uma vez que Cavaco Silva se encontra de férias.

“Expusemos as razões que estão na origem do grande mal-estar e desencanto vivido entre os professores, com o objectivo de sensibilizar a Presidência da República para os problemas do sector e, em particular, para a questão da avaliação de desempenho, que está num impasse”, disse o secretário-geral da Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE), João Dias da Silva.

No encontro, os representantes dos sindicatos entregaram a resolução aprovada durante a manifestação nacional realizada este mês, na qual exigem a demissão da ministra da Educação, a renegociação do Estatuto da Carreira Docente e a suspensão do processo de avaliação de desempenho.

António Avelãs, da Federação Nacional dos Professores (Fenprof) adiantou que a plataforma sindical “registou com agrado o cuidado e a atenção demonstradas pela assessora” do Presidente, assim como “a rapidez” com que foi agendada esta reunião.

Depois da maior manifestação de sempre realizada em Portugal, os professores mantêm uma extensa agenda de protestos que inclui, nomeadamente, manifestações semanais em Abril e Maio.

No início do mês, Cavaco Silva manifestou-se “preocupado” com o clima conturbado vivido na Educação e fez um veemente apelo à serenidade de todos os agentes do sector, incluindo Governo e professores. “Portugal conhece neste momento um ambiente de alguma tensão no seu sistema educativo. É óbvio que isso está a acontecer e, como Presidente da República, não posso deixar de estar preocupado”, declarou, à margem do 205º aniversário do Colégio Militar. “Temos de ter um ambiente de confiança entre todos os intervenientes no nosso processo educativo. É preciso que todos emitam sinais positivos”, acrescentou, na altura, o Presidente da República.

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