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Euro2008: Ricardo foi o primeiro a chegar ao estágio em Viseu

Maio 19, 2008

19.05.2008 – 18h14 Lusa

O guarda-redes Ricardo, um dos 23 convocados pelo seleccionador nacional Luiz Felipe Scolari para representar Portugal no Euro2008, foi o primeiro a chegar a Viseu, onde vai decorrer o estágio da selecção.

À chegada, duas horas antes da hora limite (19h00) imposta para os jogadores darem entrada no Hotel Montebelo, Ricardo disse estar preparado para o desafio do Europeu. “Se estou preparado? todos temos de estar sempre preparados para desempenhar as nossas funções”, afirmou, defendendo que a selecção tem como objectivo “trabalhar com dedicação e, acima de tudo, honrar todos os portugueses”. O guarda-redes disse ainda estar num bom momento da sua carreira: “Estou em grande forma… como se vê”.

A não ser que o seleccionador surpreenda, Ricardo deverá ser titular no Europeu de 2008 e não está, para já, preocupado com o assunto: “O que espero é trabalhar bem. É para isso que estamos cá todos”.

Quanto ao grupo de trabalho, o ex-guarda-redes de Boavista e Sporting, que conta 74 internacionalizações “AA”, não tem dúvidas, “é um grupo que já trabalha há muito tempo, com uma ou outra entrada”. “Isto é a selecção nacional e isso chega”, reforçou.

Ricardo é um dos 18 futebolistas que chega hoje a Viseu, já que cinco estão autorizados a chegar mais tarde, entre eles Cristiano Ronaldo e Nani (Manchester United) e Ricardo Carvalho e Paulo Ferreira (Chelsea), que disputam quarta-feira a final da Liga dos Campeões.

O central luso-brasileiro Pepe apenas chega na noite de quarta-feira, já que tem um compromisso – jogo em Riade – com os “merengues”, que, legalmente, só estão obrigados a dispensar o jogador com 14 dias de antecedência.

A selecção portuguesa de futebol inicia hoje um estágio de 13 dias em Viseu, que terminará a 31 de Maio, dia para o qual está agendado o último jogo particular, frente à Geórgia.

No dia seguinte, a comitiva ruma a Neuchatel, o “quartel-general” na Suíça, onde Portugal cumpre os três jogos na fase inicial, frente à Turquia (7 de Junho, em Genebra), à República Checa (11, em Genebra) e à selecção anfitriã (15, em Basileia).

Lista de convocados:

Guarda-redes
Quim – SL Benfica
Ricardo – Bétis de Sevilha
Rui Patrício – Sporting CP

Defesas
Bosingwa – FC Porto
Pepe – Real Madrid
Ricardo Carvalho – Chelsea
Paulo Ferreira –Chelsea
Miguel – Valência
Bruno Alves – FC Porto
Fernando Meira – Estugarda
Jorge Ribeiro – Boavista FC

Médios
Deco – Barcelona
Petit – SL Benfica
Raul Meireles – FC Porto
Miguel Veloso – Sporting CP
João Moutinho – Sporting CP

Avançados
Cristiano Ronaldo – Manchester
Nani – Manchester
Simão Sabrosa – Atlético de Madrid
Ricardo Quaresma – FC Porto
Nuno Gomes – SL Benfica
Hugo Almeida – Werder Bremen
Hélder Postiga – Panathinaikos

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Sporting é a única equipa portuguesa que pode continuar na Europa, A poção mágica de Chalana não salvou o Benfica da eliminação

Março 13, 2008

12.03.2008 – 23h30 Jorge Miguel Matias, Getafe

A poção mágica esgotou-se. Não basta bater no peito, afagar o emblema e pedir aos jogadores para jogarem à Benfica (aliás, já nem se sabe muito bem o que isso significa). Para derrotar os adversários, o clube da Luz precisa de muito mais do que tem mostrado e do que exibiu frente aos espanhóis do Getafe. Chalana, que substituiu Camacho como treinador, provavelmente, descobriu-o ontem à noite, ao assistir, impotente, à derrota e eliminação da Taça UEFA.

Ao Benfica não faltou vontade. Faltou capacidade. O melhor Benfica dos últimos dez anos, como o presidente chegou a proclamar, foi sempre impotente contra uma equipa que não existe no panorama europeu e que, mesmo em Espanha, não passa de um pigmeu. Ontem, de novo, ficou provado que o tamanho não conta e que, quando não se tem força suficiente para movimentar um corpo tão grande, acaba-se ridicularizado.

Tal como há uma semana, em Lisboa, o gigante Benfica mostrou ser incapaz de se movimentar com agilidade num campo de futebol. De pouco lhe valeram as mudanças que Chalana promoveu na equipa (dois pontas-de-lança e um losango no meio-campo, jogando Rui Costa no vértice mais avançado, Petit no mais recuado e Rodríguez e Maxi Pereira como médios interiores).

Aos “encarnados” não há fato em que se sintam confortáveis. Porque o problema não está na aparência, mas sim na substância. A somar à deplorável condição física que a equipa revela juntou-se a falta de talento e de confiança. E como estas duas qualidades são fundamentais para elevar uma equipa da banalidade até à superioridade, a vontade pouco mais faz do que encher de piedade quem assiste a um jogo do Benfica.

Contra uma equipa recheada de lesionados e que cedo demonstrou ter como intenção gerir a confortável vantagem trazida da Luz (2-1), o Benfica mostrou que a mensagem do seu novo e interino treinador tinha sido entendida pelos jogadores. E foi “mandão” que entrou na partida, atirando uma bola ao poste, num desvio quase fortuito de Makukula.

À medida que o tempo foi passando, as fragilidades foram aparecendo uma atrás da outra. Primeiro a impotência ofensiva, depois a falta de imaginação e por último a permissividade defensiva. Por isso, foi o Getafe que, sem acelerar muito, esteve perto de marcar – primeiro por Kepa depois, duas vezes, por Gavilán.

Obrigado a marcar dois golos se quisesse seguir em frente, o Benfica foi perdendo a crença. As camisolas encarnadas, afinal, não desviavam os adversários do caminho, não criavam perigo. Não havia mística que valesse. E foi o clube espanhol que, mais uma vez, quase marcou. Chalana tentou injectar mais um dose de entusiasmo, fazendo entrar Di María, Mantorras e Sepsi e arriscou tudo, apostando numa defesa com apenas três homens. Mas só num remate de fora da área de Rui Costa a equipa lisboeta ameaçou a baliza do Getafe. Tão pouco para quem precisava de tanto.

O golo, a pouco mais de um quarto de hora do fim, sentenciou o Benfica. É certo que, para o desfecho da eliminatória, pouca diferença fazia, mas os “encarnados” perceberam que não havia poção mágica que os salvasse.